Dicas da Itália

A Itália está localizada no sul do continente Europeu e compreende além da Península Itálica, as Ilhas da Sardenha e Sicília. Para conhecermos um pouco mais desse país, a sessão Vamos Viajar Convida deste mês de Maio tem o prazer de receber a colaboração da Maria Arruda. A Maria é carioca mas mora na Itália desde 2003, e de lá escreve o Blog Viagem na Itália, compartilhando informações sobre o país com os turistas brasileiros e também no Instagram @viagem_italia. Sabe o que a motiva? A convicção de que o enorme patrimônio artístico, cultural e paisagístico desse país seja o mais magnífico (e invejado) do mundo! E então, vamos nessa conhecer um pouquinho da Itália? Temos certeza que depois de ler esta entrevista, você vai querer incluir a Itália nas suas próximas férias!!

VV- Por onde começar uma trip pela Itália e quantos dias seriam indicados para mergulhar na cultura italiana?
M.A.- Uma vida não basta para conhecer toda as maravilhas italianas, pois cada cidade tem a sua história, como um simples paralelepípedo que você vê em Bolonha, Lecce, Mântua etc. Seja para o turista que venha pela primeira vez, seja para aquele que alguma coisa já conhece, o ideal seria reservar, mínimo, onze dias para a Itália, dependendo da quantidade de cidades que queira visitar. É melhor ver poucas atrações, mas de forma proveitosa, do que “fingir” ver um monte de coisas: no final das contas, é como se você não tivesse visto nada. Para os marinheiros de primeira viagem, a Itália Clássica é imprescindível: Roma, Florença, Pisa, Veneza e Milão. Já para aqueles que conhecem essas cidades, aconselharia a outra Itália que não é tão batida e reserva surpresas maravilhosas, como Bolonha, Ravenna, Ferrara, República de San Marino, Rimini + seu interior, Urbino, etc.  E tem ainda o sul, o maior museu a céu aberto do Mediterrâneo, com a Costa Amalfitana, Salerno, Sicília, Apúlia, Basilicata, etc. Fica até difícil de escolher, pois, como escrevi no início, é muita arte, história, cultura e arqueologia para um simples mortal…
VV- Qual a melhor época para visitar o país e qual não é aconselhável?
M.A.-Aconselho a primavera (fim de março até fim de junho) e de setembro até a primeira quinzena de outubro, quando ainda dá para dar uns mergulhos no mar. Julho e agosto são os meses mais quentes, o que pode causar um certo desconforto nos centros históricos de muitas cidades. Bolonha, por exemplo, vira um verdadeiro caldeirão, assim como Florença, Roma, Rimini etc. Em novembro já está frio, mas não aquele frio de doer os ossos. Evitaria os meses de dezembro,  janeiro e fevereiro por causa da grande possibilidade de nevascas em algumas cidades, principalmente no norte do país.
Positano, Costa Amalfitana
      VV- Qual programa não pode faltar para quem vai à Itália?
M.A.- Um turista que visita a Itália, independentemente da sua religião, certamente deverá ver igrejas, mas não do ponto de vista religioso, e, sim, artístico. Esculturas, afrescos, órgãos, mosaicos etc. são repletos de história e podem nos ensinar muita coisa sobre a nossa cultura ocidental, além de aprendermos muitos segredos por detrás de seus símbolos. Isso, lógico, para um turista curioso e que admira a arte. Além das igrejas, não podem faltar os vários burgos medievais, museus, castelos e algumas de suas paisagens naturais, como o Lago Maior. Citaria, dentre todas as atrações que admiro na Itália, o Castelo de Rocca Calascio, na região Abruzzo, eleito um dos 15 castelos mais bonitos do mundo pela National Geographic, o Farol de Punta Palascìa, na Apúlia, a ponta mais a oriente do país, e o Burgo de San Leo, província de Rimini, dentre os mais bonitos do país. Seria já um itinerário insólito, pois essas três atrações não fazem parte do turismo de massa, além de só poderem ser vistas por um turista que esteja de carro.
Castelo de Rocca Calascio
      VV- Sorvete, pizza, massas, entre tantas delícias, você não pode sair da Itália sem provar o que?
M.A.- Todos (rs). Impossível não vir à Itália e se deliciar com o seu sorvete (recomendo o artesanal, obviamente), pizza, várias massas, vinho e doces, como o internacional Tiramissù. Na província de Rimini, não deixe de comer a piada (ou piadina) romanhola: uma massa fina salgada que pode ser recheada com presunto, linguiça, rúcula, ervas, tomate, etc.

VV-  Se pudesse indicar uma cidade fora do eixo turístico e pouco conhecida, qual seria?

      M.A.- A província onde moro, Rimini. Além de seu centro histórico, há também vários burgos no seu interior, como Santarcangelo de Romagna, San Leo, Villa Verucchio e Montefiore del Conca, além de fazer fronteira com a República de San Marino, cujo centro antigo é Patrimônio UNESCO. Também aconselho Ravenna, outro Patrimônio UNESCO, pelos seus lindos mosaicos, e Lecce, a “Florença do Sul da Itália”, pela sua arte barroca. 
Templo Malatestiano em Rimini
      VV- E para finalizar, o que mais te encantou nesses anos que estais morando na Itália
  
      M.A.- Desde quando moro aqui, a partir de 2003, o que mais me encanta neste país é o seu estupendo patrimônio artístico-cultural. Não é à toa que a Itália é o país com o maior número de monumentos UNESCO do mundo: 49 tangíveis e 5 intangíveis. Um verdadeiro deleite para quem adora arte e arqueologia.

     Que delícia a Itália, hein? Obrigada Maria pelas suas dicas, e para conhecer ainda mais desse magnífico  país, não deixem de visitar o Blog Viagem na Itália: www.viagemitalia.com e o Instagram @viagem_italia.

4 thoughts on “Dicas da Itália

  1. Obrigada, você, Larissa, pela oportunidade de poder mostrar um pouco da Itália, principalmente aquela parte desconhecida pelos turistas brasileiros.

    Sucesso pro seu blogue!

    Abraços,

    Maria

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