Intercâmbio depois dos 30 anos (e casada!): Eu fiz!

Foi-se o tempo que intercâmbio era apenas para adolescentes ainda em idade escolar. Hoje em dia cada vez mais pessoas estão reativando esse plano de estudar no exterior depois da graduação, e até do casamento. E foi exatamente isso que decidi fazer em 2018, tirar meu sonho do papel mesmo depois de já ter passado dos 30 anos e estar casada, e fui fazer meu intercâmbio na Inglaterra.

Voltei com a bagagem cheia de experiências e memórias desses 3 meses que “me dei um tempo” e fui viver para mim!

Percebi um grande interesse por parte das pessoas acima dos 30 anos em saber como foi meu intercâmbio. Esse post é para esclarecer algumas dessas dúvidas e mostrar as vantagens de fazer um intercâmbio depois dos 30 anos (e até casada, como foi o meu caso!), assim como incentivar mais e mais pessoas que já passaram dos 30 a ter essa experiência.

Confesso que uma das partes mais difíceis foi IR. Eu me planejei alguns anos, e no início do ano uma situação pessoal me fez pôr em prática. Dali a comprar as passagens foram quase 5 meses, enquanto isso eu ia adiando e tentando criar coragem para ir! Muitas coisas me prendiam aqui, o fato de eu estar trabalhando e não ter direito a uma licença não remunerada, o fato de eu estar casada e passar 3 meses longe do meu marido, me organizar financeiramente para quando voltasse, enfim, eu tentei achar desculpas para não ir.

Contei com o apoio do meu marido que super me incentivou, então se pra ele estava tudo bem, lá fui eu!

Optei por fazer intercâmbio de 8 semanas em duas cidades diferentes, ambas na Inglaterra (Barnsley no Norte de UK e Londres). Como eram escolas diferentes pude ter duas metodologias e no final senti que uma complementou a outra.

Algumas escolas oferecem cursos exclusivos para adultos, já outras te colocam em turmas de todas as idades. As minhas escolas não tinham essa primeira opção, mas foi ótimo estar com pessoas de várias idades (dos 20 aos 40) e aprender um pouco com cada uma. Essa é uma decisão que cabe a você, alguns se sentem melhor com com pessoas da mesma idade, mas para esse primeiro intercâmbio eu queria esse mix e gostei da experiência.

Outro ponto de decisão é em relação a hospedagem. No primeiro mês eu tive a experiência de estar com uma família inglesa, aprender um pouco da cultura e hábitos, Mas era uma família que eu já conhecia, então não tive problemas de relacionamento. Por isso mesmo que em Londres eu optei por estar em contato com outros estudantes e pessoas do mundo todo e me hospedei em dois diferentes Hostels próximos da Escola.

Ah, mas você pode pensar que eu não vivenciei de fato o que é um intercâmbio, não por isso. Eu não estava em contato com “pais e irmãos” ingleses, mas eu tinha contato diário com pessoas de vários lugares do mundo que também estavam ou estudando ou em busca de mudar de vida no Reino Unido. No Hostel conheci uma argentina, italianos, alemães e pude trocar ideia e me comunicar. 

Mas o que mais pesou nessa minha decisão foi o fato de que em Londres muitas “Casas de Família” são nas zonas 3, 4 e até 5, quando mais distante da Zona 1 mais barato. Alguns colegas de sala moravam a quase 1 hora e meia de transporte público da Escola. Ou seja gastavam quase 3 horas do dia só com deslocamentos.   

Algumas escolas oferecem cursos específicos junto com o idioma. Mas a melhor opção para você decidir qual curso fazer é conhecer um pouco deles em uma Agência de intercâmbio. Aqui em Fortaleza procurei a IE, Experimento e CI e n final acabei fechando com a CI pois eles ofereciam curso em uma Escola que eu já tinha visto que tinham muitas opções de Hostels e Hotéis próximos.

DICAS

Um super dica que eu dou é não se prenda à sala de aula. Em Londres conheci o app Meetup, um app onde você encontra dezenas de aulas de inglês gratuitas ou a um preço simbólico. As aulas são oferecidas pelo app e você tem como escolher pela data uma que se encaixe nos seus horários. Então, nos finais de semana ou à noite eu ia atrás dessas aulas para conhecer outras pessoas, treinar minha conversação e improve my English.  Eram aulas bem gerais, onde um tema era abordado e discutido. Vale a pena baixar assim que chegar no Reino Unido.

Eu também fiz alguns tours guiados em Inglês para ir treinando o meu ouvido pro idioma. Acho super importante você procurar novas alternativas de aprendizado. Eu pude entender que mais importante que ficar decorando regras gramaticais, é você sair pro “se viration” mesmo. Na prática o aprendizado é muito mais eficiente. Até andar de ônibus era uma chance de pôr em prática meu listening.

Depois desse tempo o saldo foi positivo. Tive experiências maravilhosas tanto pelo fato de estudar um idioma que eu tanto gosto quando pelo fato de ser a minha primeira viagem para o exterior sozinha. Isso mesmo, eu nunca tinha saído do Brasil sozinha e esse foi mais um desafio.

Um intercâmbio me permitiu fazer uma imersão na cultura inglesa, desenvolver mais o meu inglês e aprender coisas além sala de aula. Me permitiu observar o modo do cidadão, perceber como eles se comportam, e entender até certas atitudes. Voltei achando que tudo acontece quando é pra ser. E esse intercâmbio depois dos 30 anos e casada chegou na melhor hora. Já estou pronta e ansiosa pelos próximos, daqui uns 2 anos, 5 anos, ou 10 anos quem sabe. Nunca é tarde para estudar!

17 thoughts on “Intercâmbio depois dos 30 anos (e casada!): Eu fiz!

  1. Adorei o artigo e sua experiência! Muito incentivador. Fazer um intercâmbio está nos meus planos e, se possível, antes mesmo dos 30 rsrsrs
    Bjo, Lari!!

    1. Ow, Manu!! Que bom que vc gostou!!! Foi uma ótima experiência e indico pra todo mundo, vc vai amar!!!! Bjsss

  2. Que post maravilhoso, Larissa. Sempre me lamentei por não ter vivido essa experiência de intercâmbio. Fiquei muito feliz com seu relato e saber que foi muito proveitoso. Esses dias mesmo estava me perguntando se eu teria coragem. Sua experiência foi um belo de um incentivo!

    1. Ahh, Lúcio, que bom ler isso!!!! Muito obrigada e que vc tenha coragem de seguir seu sonho, afinal, nunca é tarde para viver boas e novas experiências!!!! Beijo

  3. Que DEMAIS! Intercâmbio, por si só, já é uma experiência de imersão muito louca: fiz ano passado, aos 25 anos, sozinha e amei. Agora, depois dos 30 e casada, deve ser uma outra cabeça, um outro jeito de enxergar as coisas e aproveitar… quem sabe eu não repita a dose, hein?! rs

    1. Obrigada, Maiara!!! Sim, é uma experiência única hein? E vc sabe bem disso… claro, acho que temos sempre que buscar esses momentos de aprendizado e imersão, já estou pensando tb no próximo!!! Bjs

  4. Adorei seu relato! muita gente tem essa coisa de que não pode fazer depois de certa idade né… confesso que eu tb pensava isso, mas acabei de mudar de ideia ao ler seu artigo! Obrigada!!!

    1. Oi, Débora!! Ah, obrigada!!!! Isso é verdade, as pessoas acham que idade é um empecilho, mas olha, eu ameeeeei ir depois dos 30!!!

  5. Que delícia ler seu relato, eu tenho muita vontade de viver esta experiência também e me senti mais encorajada, vou bem olhar a possibilidade com mais carinho. 🙂

  6. Adorei seu texto e foi um super incentivo a pensar em um Intercâmbio depois dos 30, já no planejamento! Por mais texto assim, parabéns!

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