Emoções na Rota- Um relato da Rota das Emoções

Convidamos um grupo de mulheres para falar como foi essa experiência inesquecível pela Rota das Emoções, com o Guia Victor Jucá (@seuguianoceara) da Coyote Trip!

Planejamos a viagem há alguns meses e estávamos ansiosas para conhecer a Rota das Emoções. Por indicação de Victor Jucá, que já foi nosso guia em uma outra viagem, entramos em contato com a Coyote Trip que preparou nosso roteiro completo. Não imaginávamos que seria uma experiência tão surpreendente e maravilhosa! 

Chegamos a São Luiz dois dias antes de começarmos o passeio para conhecermos um pouco da capital maranhense. A cidade é encantadora, tem uma história muito bonita e as pessoas são hospitaleiras. Passeamos rapidamente pelo Centro Histórico e visitamos a Igreja da Sé com seu imponente altar banhado a ouro. Descemos as escadarias da Rua do Giz e vimos casarões com a típica fachada de azulejos portugueses. Encerramos o dia saboreando um delicioso jantar no Coco Bambu, com recepção e atendimento do simpático garçom Raimundinho.

Na manhã seguinte, fomos ao Cais da Praia Grande e embarcamos numa escuna em direção à cidade histórica de Alcântara. A travessia pela baía de São Marcos dura aproximadamente uma hora e 30 minutos e reserva muita emoção! Chegando a Alcântara, contratamos um guia local que nos levou para conhecer o Centro Histórico e a Casa da Cultura Aeroespacial.

A duração do passeio varia de acordo com a vazante da maré que determina o retorno das embarcações. De volta a São Luiz, almoçamos no restaurante Cabana do Sol, com pratos muito bem servidos e culinária maravilhosa! Recomendamos a caipirinha e o filé mignon de carne de sol. À noite, voltamos ao Centro Histórico e participamos do Passeio Serenata, parte da programação de Férias Culturais. Ao som de músicas de vários ritmos e épocas, caminhamos pelas ruas e, diante de um monumento ou prédio histórico, encontrávamos um artista local, caracterizado como personagem da História do Brasil, encenando a participação e a importância estratégica de São Luiz.

Enfim nos preparamos para começar a nossa rota!!! Victor Jucá, (@seuguianoceara), nosso guia, quebrou a cabeça para arrumar as nossas malas na Pajero Dakar Mitsubishi (seis mulheres, sabe como é, né?!). Seguimos para leste com destino a Santo Amaro, primeira cidade do Parque dos Grandes Lençóis Maranhenses. Após deixarmos as bagagens nos bangalôs do Ciamat Camp, hotel bem rústico e encantador, partimos para a primeira e mais emocionante etapa da viagem: pisar, ver e sentir a imensidão dos LENÇÓIS MARANHENSES, com enormes dunas de areia branquinha, modeladas calmamente pelos ventos, e diversas lagoas formadas pelas chuvas e com águas de diferentes cores! Foi uma grande emoção mergulhar nas lagoas e admirar um belíssimo pôr-do-sol!

No segundo dia, após o café da manhã com direito a bolo e pão preparados no hotel, seguimos até Barreirinhas para pegarmos uma lancha até a cidade de Atins. Nosso roteiro sofreu uma alteração, pois não havia embarcação disponível no horário previsto. Então, nosso guia nos levou para fazer o ‘boia cross’ no Rio Formigas. Acompanhadas por uma guia local, flutuamos por dois quilômetros na correnteza do rio em câmaras de pneus de caminhão. O passeio é relaxante e maravilhoso e termina com uma saborosa tapioca! Foi o imprevisto mais certo da viagem! Em Barreirinhas, pegamos a lancha e passeamos pelo Rio Preguiças, parando no povoado de Vassouras para um banho na lagoa e em Mandacaru para conhecer o Farol. Subimos 160 degraus e avistamos o rio, o povoado, o Parque Eólico e o mar próximo à cidade de Caburé. Nesta cidade, nosso guia embarcou com nossas malas na lancha para continuarmos a viagem até Atins. Chegamos ao Rancho do Buna e fomos surpreendidas pela árvore dos pavões!

No povoado de Atins, conhecemos parte dos Pequenos Lençóis Maranhenses. Paramos para almoçar no Restaurante da Luzia que serve uma deliciosa cocada de forno, bem cremosa e quentinha… Vale a pena experimentar essa sobremesa!!!! No final do tarde, fizemos um passeio de barco para ver a revoada dos Guarás e o pôr-do-sol. Imperdível!

Continuamos a rota em direção às Ilhas das Canárias, no Delta do Parnaíba, no quarto dia. Em uma das cidades do caminho, pudemos assistir a uma manifestação da cultura local: a vaquejada: dois vaqueiros correm dentro de uma pista e derrubam o boi quando chegam à faixa marcada no percurso. Após o almoço, passeamos rapidamente por um dos rios do Delta. À noite, sob a luz da lua e das estrelas, na companhia de Nelson, um experimente guia do local, fomos para um safari em um dos igarapés para observar os animais nos manguezais. Nelson iluminava as margens com sua lanterna e sempre que avistava um animal dizia: “-Olha no ponto preto da lanterna!”. E lá estavam filhotes de jacaré do papo amarelo e iguanas.

No dia seguinte, partimos para Camocim. Atravessamos o rio em uma balsa e chegamos à Lagoa da Tatajuba, com redes coloridas dentro da água e dunas dançando ao vento! De lá, após o almoço na barraca Sabor do Ceará, partimos para Jericoacoara. Como a maré estava baixa, pudemos fazer grande parte da viagem pelas praias. Ao nos aproximarmos de Jeri, fomos recebidas por uma linda apresentação da Esquadrilha da Fumaça! E assistimos a mais um deslumbrante pôr-do-sol! À noite, experimentamos uma deliciosa pizza que comíamos com as mãos e desfrutamos de um maravilhoso sorvete na Gelado Grano.

Passamos o sexto dia em Jeri. Fomos à Lagoa do Paraíso e ficamos no complexo Alchymist, com entrada a R$ 20,00. De lá, partimos para a Lagoa Azul e depois almoçamos na Praia de Preá. Após o almoço, fomos ao Parque Nacional de Jericoacoara e fizemos uma pequena caminhada pela Trilha da Pedra Furada. Subimos o morro do Serrote para assistir ao pôr-do-sol. O pôr-do-sol no Serrote é ainda mais lindo do que na Vila em Jeri. Fica a dica!


No sétimo dia, seguimos para nosso destino final: Fortaleza. Viajamos pelas praias, contemplando a natureza, os Parques Eólicos, os pescadores fazendo arrasto de peixe, arraia e camarão, até chegarmos à Flecheiras. Lá, almoçamos no Restaurante Maré Alta, que serve o melhor caldinho de peixe do mundo e também a melhor tábua de frutos do mar!!!! Com a maré alta, continuamos o trajeto pela estrada estadual até a capital cearense onde terminamos nossa rota, mas não as nossas emoções!!!

As emoções nascidas das sensações, do vento nos cabelos, das paisagens deslumbrantes, do sabor das refeições, dos momentos vividos, dos registros em fotografias e vídeos, ficarão guardadas para sempre em nossas lembranças! Vale muito, muito, muito a pena se aventurar e se emocionar nessa rota!!!

Contemplar, interagir e respeitar a natureza que, como nos ensinou Victor, nosso guia, não é, mas está cada dia de uma maneira diferente nos encantando, nos surpreendendo e nos emocionando!

* Por: Thais Siqueira, Clarice Siqueira, Patrícia Siqueira, Cristina Siqueira, Adriana da Mata e Rosania Gama

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *